Destaques Maceió decreta estado de emergência por colapso em mina da Braskem; Pesquisadores da UFAL já alertavam risco desde 2010

Maceió decreta estado de emergência por colapso em mina da Braskem; Pesquisadores da UFAL já alertavam risco desde 2010


Nesta quarta-feira (29), a Prefeitura de Maceió decretou estado de emergência devido ao iminente risco de colapso de uma mina pertencente à empresa Braskem, localizada na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

Em Maceió, as minas da Braskem realizavam a extração de sal-gema durante décadas na região, contudo, em 2019, o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a atividade havia provocado o fenômeno de afundamento do solo, segundo a CNN Brasil.

De acordo com o governo estadual, a área sofreu cinco abalos sísmicos ao longo de novembro, aumentando a probabilidade de desabamento e formação de grande cratera na região.

Na manhã desta quinta-feira (30), a Defesa Civil municipal atualizou a situação, destacando que a área está desocupada.

“A Defesa Civil de Maceió permanece em ALERTA MÁXIMO devido ao risco iminente de colapso em uma das minas na região DO ANTIGO CAMPO DO CSA. Estudos mostram um aumento significativo na movimentação do solo na Mina 18, indicando a possibilidade de rompimento e surgimento de um sinkhole. “, publicou em nota.

Como medida preventiva, recomenda-se que embarcações e a população evitem transitar no local até uma nova atualização do órgão.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comunicou ter contatado o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, solicitando prontidão e alerta da Defesa Civil Nacional para monitorar as “graves consequências geradas pela exploração das minas pela Braskem, em Maceió”.

Além desse cenário, a Defesa Civil de Alagoas alertou para uma ruptura no local que pode causar um efeito cascata em outras minas.

Na última quinta-feira (30), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) publicou uma pesquisa que apontavam o afundamento dos bairros de Maceió por conta do impacto causado pela exploração de sal-gema nas minas. 

A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Geophysical Journal Internacional, onde foi mostrada o aumento do lençol freático na região, que pode causar o afundamento do solo.

Além disso, outro estudo publicado na revista Engineering Geology, em 2011, também apontou para a mesma problemática na região com um afundamento que poderia atingir cerca de 1,5 metros em algumas áreas. 

UFAL citou ainda dois profissionais que, desde 1980, alertavam sobre os riscos que as minas de extração sal-gema poderiam causar.

Com informações da CNN Brasil.

Alisson Gabriel 01 dez 2023 - 10:31m

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