Política Opinião: O que pode ter causado o fim da amizade entre Romero Albuquerque e Eduardo da Fonte?

Opinião: O que pode ter causado o fim da amizade entre Romero Albuquerque e Eduardo da Fonte?


Quem acompanha de perto as relações dos políticos além do exercício parlamentar, sabe que as famílias de Eduardo da Fonte e Romero Albuquerque sempre foram próximas. Nas redes sociais, em tempos de aniversário, os, agora, ex-amigos trocavam declarações de profundo carinho, amizade e respeito. Na última semana, porém, tudo ruiu. E publicamente.

O que ocorreu para tudo mudar e virar de cabeça para baixo? De quem é a culpa do fim de uma amizade em que os lados se tratavam como irmãos, que podem até brigar, mas se defendem quando é preciso? O material gráfico para a campanha de Romero Albuquerque, por exemplo, estava pronto: Luiz Eduardo, o Lula da Fonte, filho de Dudu, aparece ao lado de Albuquerque. Analisamos todo o contexto e detalhamos no breve resumo abaixo:

Através do meu relacionamento com ambos, concluo que faltou confiança. Em outro momento, Eduardo da Fonte brigou com Romero e chegou a ficar mais de 6 meses sem falar com o aliado, inclusive, foi noticiado em 2020 que, por conta dessa briga, Andreza não teria a legenda para vereadora do Recife.

Graças a Luiz Eduardo, filho de Eduardo da Fonte, eles fizeram as pazes e Andreza teve a legenda para ser candidata. Entretanto, não houve ajuda financeira do partido e sequer preocupação com a eleição dela. Segundo relatos divulgados em blogs, O PP e Eduardo da Fonte não tiveram mérito algum no resultado nas urnas. Andreza teve 13.249 votos.

Após o término da eleição, Romero teria percebido uma reaproximação de Eduardo da Fonte. Foi então que, em um almoço com o presidente do PP, o deputado revelou que iria sair do partido para se filiar no Podemos, de Ricardo Teobaldo. A conversa foi amistosa e, pelo o que foi revelado na época pelo deputado Romero, Dudu havia entendido e aceitado, informando que a amizade prevaleceria e que nem um e nem outro precisavam de ajuda política entre si.

O relógio andou e a habilidade de Lula da Fonte, pré-candidato a deputado federal, filho de Eduardo da Fonte, conseguiu convencer Romero a permanecer no partido pela amizade que os dois haviam construído.

Por repetidas vezes, Romero descartou lançar a esposa deputada federal, por estar concentrado em contribuir com a campanha de Lula da Fonte. Inclusive, colocou o seu publicitário, Pedro Menezes, da agência PMZ, à disposição do amigo.

Mais tarde, Pedro foi dispensado por Dudu, que, dizem, não tem receios em demitir os funcionários. Na época, o publicitário de Romero prestava serviço também para Eduardo da Fonte. Sem aviso prévio, o contrato foi encerrado – o que gerou outro atrito entre os dois deputados.

Apesar dos altos e baixos, a relação permaneceu cordial.

O que, então, aconteceu?

Romero tinha esperanças de ser reconhecido pela Frente Popular, em razão também da sua lealdade na campanha de João Campos. Mas, o deputado sempre criticou o Governo do Estado por não receber o mesmo tratamento. Em 2020, Romero e Andreza apoiaram João e mobilizaram aproximadamente 200 carros para adesivagem do banner de João Campos. Mesmo com Marília Arraes na frente das pesquisas e com o suposto pedido de Eduardo da Fonte para o casal da causa animal declarar apoio a petista. Os irmãos Eduardo e Léo Monteiro comandavam o comitê de João no Recife e são testemunhas do empenho do casal, como também o ex-vereador Fred Oliveira, que prometeu reconhecimento a Romero.

O que aconteceu?

A Prefeitura do Recife reconheceu o casal, mas, para Romero, o Governo de Pernambuco não.

Romero diversas vezes demonstrou insatisfação com o Palácio pela falta de ações para a causa animal. Mas, o secretário da Casa Civil, Zé Neto, a quem Romero declarou antecipadamente o seu apoio a possível candidatura de governador – foi o primeiro deputado estadual a confirmar esse apoio -, foi muito atencioso o deputado e sempre conseguiu acalmar os ânimos.

A comunicação entre Romero e Zé Neto sempre foi clara e direta e, por isso, permaneceu na base até ser confirmado que o chefe da Casa Civil não seria o candidato.

Quando isso se confirmou, Romero concluiu que não tinha teria relacionamento com o palácio e, principalmente, que a causa animal não teria atenção no governo, já que ele aponta que não houve avanço com políticas públicas para os animais.

Por fim, Romero tomou a decisão de ir para oposição e apoiar o candidato que ele, em entrevistas, bem antes de tudo se confirmar, sempre elogiou e reafirmou ser o mais preparado para gerir Pernambuco.

Eduardo da Fonte não aceitou a mudança de partido, teria também decidido pôr fim à amizade, e rechaçado qualquer ajuda de Romero à campanha de Lula da Fonte. Foi assim que chegamos nos episódios da última semana.

Vamos esperar os próximos!

Por Bruno Muniz

Bruno Muniz 12 mar 2022 - 18:38m

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