Cotidiano O tabu da raça Pit Bull: vítima ou vilão?

O tabu da raça Pit Bull: vítima ou vilão?


Entenda melhor sobre uma raça que, de forma generalizada, é taxada como agressiva e violenta.

Os cachorros da raça American Pit Bull Terrier, conhecidos popularmente como “Pit Bull”, são constantemente considerados como cães que não são de segurança para conviver com humanos, devido a alguns acidentes que os envolvem. Mas será que todos são assim?

Primeiramente, é preciso entender que a raça é derivada do cruzamento das antigas raças “Bull” e “Terrier”, que possuem traços de muita força, resistência, agilidade e determinação. É justamente por causa dessas características que eles eram usados em combates entre cães, às conhecidas “rinhas”. Além disto, devido ao porte destes cachorros, quando ocorrem ataques contra humanos, eles podem causar muitos estragos, ou até, serem fatais.

E é por causa de ataques contra humanos que os casos acabam gerando muita repercussão e ajudam na manutenção do Tabu de que Pitbulls “não são animais para o convívio”. Inclusive, segundo dados de 2016 da organização de proteção à natureza “One Green Planet”, cerca de 93% dos Pitbulls sofrem morte induzida nos Estados Unidos e este número está diretamente ligado à percepção equivoca sobre os animais.

“Infelizmente o Pit Bull é uma raça que tem sido muito marginalizada devido a alguns ataques que acontecem. Mas isso se deve a muitos fatores, que vão desde proprietários irresponsáveis, até o fato do cão ser mestiço”, afirma o Coordenador do Núcleo de Pernambuco do Conselho Brasileiro da Raça American Pit Bull Terrier, Mário Monteiro.

Para desmistificar este tema e falar sobre o comportamento desta raça, Mário Monteiro, que também é proprietário do Canil Monteiros, explica como funciona o temperamento destes cães. “O cão segue e aceita o que o dono passa pra ele, no que diz respeito a comportamento e características, então é preciso que desde cedo o animal seja condicionado a obedecer e respeitar o dono e os humanos em geral. Segundo ponto muito importante é sobre a genética, pois boa parte dos ataques que são noticiados são feitos por cães mestiços, ou seja, não são cães puros da raça Pit Bull, o que se torna um agravante. E baseado nisso, chegamos ao terceiro ponto, que é necessidade de adquirir um animal de canil devidamente registrado e legalizado, que faça a criação e cruza responsável, oferecendo inclusive profissionais que saibam lidar com a raça, para que assim o cão possa ter o melhor comportamento possível”, completa Mário Monteiro.

Bruno Muniz 11 ago 2021 - 14:48m

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