Destaques 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção em Santa Cruz do Capibaribe perde membros após divergências com a direção

2ª Igreja Congregacional Vale da Benção em Santa Cruz do Capibaribe perde membros após divergências com a direção


Em assembleia, parte do corpo de membros exigiu o afastamento de pastores e pediu auditoria financeira e patrimonial; Pr. Mauro comentou os acontecimentos

Com anos de história em Santa Cruz do Capibaribe, sendo uma das principais igrejas do município, a 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção vivencia dias nebulosos e de instabilidade envolvendo a direção e os fiéis. Hoje basicamente o ministério se divide em dois, sendo um favorável aos posicionamentos do pastor e líder Mauro Simões, e outra parcela que é contrária a condução dos trabalhos pastorais por parte do mesmo e de seus comandados.

De acordo com ex-membros que deixaram a congregação após polêmicas, a situação ganhou novos contornos mais recentemente, porém os primeiros lapsos de instabilidade tiveram início já há algum tempo, mais precisamente anos. As queixas dos membros se dão sobretudo segundo eles pela forma ditatorial ‒ expressão frequente nos diálogos ‒ pela qual o líder maior estaria agindo, inclusive impondo modificações no ministério que vão de contra aos termos previstos no estatuto congregacional da igreja.

Neste ano, a 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção enfrenta um de seus momentos mais complicados. Situação esta que pode ser resumida pela realização de uma assembleia no mês de fevereiro onde o pastor Mauro Simões teria apresentado algumas mudanças no contexto de gestão dos trabalhos e de recursos. Um certo desconforto tomou corpo neste encontro já que muitos membros alegam que apenas o pastor fez uso do microfone e expos decisões que não foram tomadas em conformidade com o interesse comum ou em concordância conjunta.

Pastor Mauro Simões – Foto: Divulgação

Ao avançar do passo, lideranças que atuam no ministério decidiram realizar uma outra assembleia do mês de março para poderem expor outros posicionamentos e desconfortos sobre situações que estariam acontecendo na igreja e com a direção. O grupo sustenta que convidou o pastor Mauro Simões para estar presente, porém que mesmo se recusou a participar alegando que não teria convocado nenhuma assembleia e que portanto esta não seria constitucional.

Marcada para acontecer no templo sede, a assembleia vivenciou impasses quando o pastor Mauro teria, de acordo com ex-membros, impedido a sua realização inclusive fechando a igreja para que o evento não pudesse ser conduzido. Após tentarem de todas as formas, o grupo acabou alugando uma casa de eventos para realizar o encontro e assim poderem apresentar desconfortos que seriam expostos ao pastor, porém o mesmo não se fez presente no ato.

Na assembleia em questão ficou estabelecido o afastamento de alguns líderes que foram postos à frente dos trabalhos pelo Pr. Mauro, dentre eles Manassés Simões, filho do atual líder maior do ministério no município. Essa decisão por sua vez não foi aceita pelo Pastor Mauro Simões que veio à público expor o seu ponto de vista sobre e acusou os envolvidos de serem mentirosos e de tentarem contra o ministério.

Atuais e ex-membros inconformados passaram a compartilhar relatos nas redes sociais – Foto: Divulgação

As redes sociais da igreja, incluindo canal no Youtube, foram divididos e hoje se comunicam com dois grupos distintos. Mais recentemente membros informaram que foi aberto um processo de recadastramento de fiéis por parte da direção da igreja, mas que quando tentaram realizar o procedimento foram impedidos. Outros alegam que foram aconselhados a procurarem outras congregações na cidade. Nas redes sociais vídeos mostram os portões da igreja fechada e um segurança fazendo o controle de entradas e saídas.

Confira um manifesto que foi publicado recentemente:

Na última assembleia realizada o grupo chegou a pedir uma auditoria financeira na contabilidade da congregação para apurar alguns pontos que teriam sido identificados pela comissão e que, segundo ela, precisa de esclarecimentos.

O terreno do acampamento

Outro ponto que também tem sido exposto é a propriedade de um terreno que fica situado na zona rural de Taquaritinga do Norte na divisa com Santa Cruz do Capibaribe, onde foi construído um acampamento e são frequentemente realizados cultos e congressos da igreja (exceto no período de pandemia do coronavírus). O terreno em questão teria sido adquirido há pelo menos duas décadas por três pessoas, sendo uma delas o pastor Mauro Simões. Com o passar dos anos, o trio composto pelo pastor e dois oficiais da época, doou parte do terreno para construção do que viria a ser o hoje acampamento.

Acampamento da 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção – Foto: Divulgação

A área em questão acabou sendo também utilizada por membros da igreja que construíram residências no local com o objetivo de estarem próximos do acampamento durante a realização de eventos. O local passou a ser alvo de polêmica quando o pastor em questão apresentou um documento, no dia 7 de abril, em que aponta que o terreno está em seu nome e que apenas cedeu espaço para que algumas pessoas construíssem no local. O que parte os fiéis questiona é por que o local era tido como uma área de propriedade da igreja e agora se descobre que pertence a uma pessoa física, no caso do pastor.

A saída da Aliança Congregacional

É comum que igrejas congregacionais tenham uma autarquia, esta que rege as doutrinas e estabelece alguns parâmetros a serem seguidos pelo corpo pastoral. Dentro deste contexto, a 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção integrava a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, ou mais popularmente conhecida como Aliança Jubileu de Ouro.

Em 2016, após divergências com a Aliança e algumas intervenções, a 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção decidiu, através de direção e membros, sair da autarquia, tornando-se assim um ministério independente. Apesar disso, o estatuto da igreja continuou sendo congregacional e portanto vigente. Esse estatuto é justamente a base erguida por algumas lideranças da igreja para apontar incoerências e irregularidades por parte do pastor Mauro.

Base para leitura:

O estatuto também tem sido utilizado pelo grupo como instrumento para exigir do atual pastor explicações acerca de aquisições como por exemplo de terrenos, decisão de compra que de acordo com eles precisaria passar pelo conselho da igreja podendo obter, ou não, aprovação.

O episódio de portões fechados

Um caso que foi bastante repercutido nas redes sociais foi o vídeo em que os portões da congregação aparecem fechados e membros supostamente impedidos de terem acesso à parte interna. Sobre este ponto, a direção justificou que a presença de guardas no local visava impedir episódios de excessos por parte de algumas pessoas.

A outra versão

O que diz o pastor Mauro Simões

Pessoas próximas ao pastor Mauro Simões alegam uma série de questões envolvendo os recentes acontecimentos e sustentam que o líder religioso estaria sendo vítima de perseguição e mentiras por um grupo que alegam ser pequeno. Um dos fatores prejudiciais apontado neste caso são os problemas de saúde vividos pelo pastor que estariam se agravando mediante aos estresses e pressões, conforme informaram a nossa reportagem.

Em vídeo divulgado recentemente no Instagram oficial da 2ª Igreja Congregacional Vale da Benção, o pastor Mauro Simões se pronunciou sobre as acusações feitas contra ele e fez duras críticas aos envolvidos, reforçando que espera o julgamento de Deus para com a situação. Inicialmente o líder religioso falou sobre a assembleia realizada recentemente e disse desconhecer a autonomia da mesma. Contrariando também o que foi dito pelo grupo, ele nega que tenha sido convidado a participar da assembleia.

“Recebi hoje das mãos do Pr Márcio, um documento (se é que eu chamo isso de documento), de uma assembleia (que eu também não sei se isso é assembleia), realizada aí por um grupo que não teve minha autorização, que não teve minha assinatura e tampouco eu tomei conhecimento. Andam dizendo que eu fui convocado para essa reunião, não fui. Tudo balela, tudo conversa desse grupinho que aí se encontra”, disse.

O pastor disse ainda que os encontros realizados pelos membros que são contrários a condução dos trabalhos do ministério não possuem legalidade e completou dizendo que os mesmos deveriam respeitar a direção da igreja.

“Essas reuniõezinhas de vocês não tem legalidade nenhuma, aprendam a respeitar um homem de Deus, aprendam a respeitar uma instituição séria que é a nossa igreja. Nós estamos debaixo da benção do Senhor”, disse.

Em relação ao terreno onde está situado o acampamento da igreja, na zona rural, e que tem também sido alvo de uma polêmica, o pastor mostrou o documento em que afirma que a área territorial de 15 hectares está em seu nome.

“Diante de tantas acusações contra a minha pessoa, eu não poderia deixar de me pronunciar sobre a realidade, a verdade diante de tantas mentiras e acusações. Uma delas, senhor José, o senhor tem dito que o acampamento não tem documento e que ainda está no nome do primeiro dono. Eu estou aqui com um documento de 15 hectares no nome do ‘pastor Mauro’ onde tem o acampamento completo”, reforçou.

No primeiro vídeo abaixo, as falas do pastor Mauro Simões na íntegra. No segundo, um comunicado informando acerca do canal no Youtube do ministério que não estaria mais em posse da direção da igreja.

Confira:

De acordo com informações colhidas pela nossa reportagem, uma nova assembleia deve ocorrer ainda este mês com o objetivo de alinhamento para com as questões aqui apresentadas.

Bruno Muniz 11 abr 2021 - 15:40m

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