Economia “Um grande tombo” — Por Rômulo Renan

“Um grande tombo” — Por Rômulo Renan


Estamos seguindo para um dos piores anos da historia, principal medida o PIB se fala em negativo de 3%, 5% , 7% negativo, mas creio que caminha para a casa dos dois dígitos, como há previsões, uma nova década perdida na historia recente de nosso país. Além deste retrocesso, estamos gerando uma conta a ser paga no futuro, num país que caminhava mal, com um grande problema atual e com perspectivas de grandes desafios a superar. O auxílio emergencial é fundamental, a principal função do governo é dar estabilidade, e no momento tem que fazer isso, manter na medida do possível o básico a subsistência à população. Em um país com tamanha desigualdade social, a quantidade de pedidos surpreendeu o governo, que agora tem dados da dimensão populacional autônoma em níveis reais.

O Congresso é uma máquina de fabricar gastos, tem assumido um papel de protagonista nesta crise com a criação do auxilio emergencial e ajuda aos estados e municípios, porem está tirando de onde não tem, ou seja, gerando uma dívida, essa que se mostrar muito perigosa. São gastos necessários e devem ser feitos, porém não vejo cortes, que em dias normais seriam difíceis de implantar, neste momento seria mais palpável. Não entendo como se vivencia uma crise sem cortar gastos, salvo propor alguns congelamento de aumentos futuros. O poder executivo impressiona por tamanha desarticulação e falta de foco, com a saúde e economia em apuros, volta-se a decisões de ordem da justiça e policial. Vive um grande dilema, isto é fato, precisando ajustar contas e diante de uma necessidade de expansão de gastos. Precisa de um plano econômico robusto, amplamente divulgado, transparente e que traga mais confiança, atualmente só tem medidas contingenciais, que dá a entender que estamos à deriva.

Grandes problemas devem ser resolvidos com diálogo, racionalidade e ponderação. Estamos vivendo dias difíceis e no Brasil parece estar pior de que no resto do mundo, como falei sobre danos econômicos, não justifico o retorno das atividades, isso é apenas um ponto dos diversos a serem considerados. Mergulhamos numa das maiores crises das ultimas décadas, se compara a uma guerra os estragos econômicos que estamos experimentado e vamos experimentar. No ano que caminhávamos próximos do equilíbrio fiscal, receita versus despesa, partimos para um déficit robusto da ordem de 400 bilhões. Isso se deve a grande diminuição das receitas, estima-se que caia em torno de 30% e também aumento dos gatos emergenciais, gerando uma conta à pagar pesada no futuro.

Não é tão simples assim sair concedendo auxílios, subsídios e ajudas, principalmente sem ter de onde tirar, a capacidade do governo de se endividar está se esgotando, segundo o presidente do Tesouro Nacional, o títulos da dívida estão ficando sem liquidez, ou seja, a captação pode entrar em colapso, perfeitamente entendido já que vemos uma cotação histórica de taxa básica de juros de tão baixa, assim diminuindo o interesse dos investidores. A taxa de juros atual é mais uma novidade, com um corte de 0,75 pontos percentuais, chega-se a um patamar menor que os últimos 20 anos, não apostaria numa baixa grande, já pensava em manutenção, fiquei surpreso com o COPOM. Mas a perspectiva é de baixa ainda, o que faz com que o dólar dispare cada vez mais, chegando a um ponto que vai impactar vários setores da economia se estacionar neste patamar, como há quem afirme que é melhor ir se acostumando com esses novos valores da moeda americana.

Já se cogita medidas radicais, em que pra mim o custo é maior que os benefícios, que é a emissão de moeda baseada na ideia de que recessão e falta de dinheiro em circulação ou até a sua velocidade de circulação. Nunca entendi, até gostaria, mas no mundo tecnológico em que vivemos das transações virtuas, a alavancagem feita pela emissão de moeda parece-me longe do poder que já teve em conseguir voltar a confiança da demanda, diante que outras medidas que foram tomadas sem bons resultados, isso é só a postergação do verdadeiro problema que é a baixa produtividade e competitividade que refletirá pior mais afrente. A globalização deve diminuir, por diversos fatores, desde os atritos entre China com Estados Unidos, até a reflexão do quão o mundo depende da produção da china.

A China que deve ser a grande prejudicada nesta crise, quase tudo é produzido lá, e a repatriação da produção de diversos segmentos deve ser uma constante nos próximos anos. Junto com uma tendência até antes da crise, os países devem diminuir suas alianças com outros países como BREXIT, a possível Argentina saída do Mercosul, entre outros. Cedo ainda para mensurar as percas e ganhos para o Brasil desta tendência de fechamento comercial no mundo. Por fim, nem tudo estar parado, temos ainda atividades que continuam na medida das limitações, é hora de começar a ver novos modos de produção, de vendas, de interação social. O comércio eletrônico deve ganhar mais ainda campo em detrimento do comércio físico, o que já era uma tendência, agora ganha mais respaldo.

Rômulo Renan é formado em Ciências Econômicas pela UFCG e detentor da Coluna ‘Visão Econômica” no Blog do Bruno Muniz.

Bruno Muniz 21 jun 2020 - 15:41m

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