Cotidiano Jovem que deixou cargo na Polícia Militar de Pernambuco relata assédio sexual e perseguição

Jovem que deixou cargo na Polícia Militar de Pernambuco relata assédio sexual e perseguição


“Tem algumas mulheres lá que tem algumas regalias porque já se deitou com comandante”, disparou.

Em vídeos publicados nas redes sociais no início desta semana, a ex-policial militar e agora advogada Rebeka Alves fez um desabafo e uma série de acusações contra comportamentos machistas presentes dentro da Polícia Militar de Pernambuco. Em seus relatos, a ex-PM afirmou que durante meses sofreu perseguição por não comungar com determinados comportamentos que existiam na corporação, o que lhe acarretou diversos problemas, inclusive de saúde.

Rebeka que hoje apenas exerce a função de advogada disse que o seu relato nas redes sociais tinha como objetivo explicar o que por muito tempo aconteceu com ela e que muitas pessoas não entendiam. Ela chegou a ficar longe das redes sociais por um determinado tempo porque passou a conviver com o medo das restrições que sofria sobretudo por ser mulher. Ela relatou assédio moral e sexual.

“Sofri assédio moral e sexual dentro do batalhão, porque não correspondi a um capitão ele começou a me perseguir. Por causa das perseguições, passei a desenvolver ansiedade. Por vezes passei mal e cheguei a um nível de estresse tão grande que não aguentei mais ficar lá. Escolhi sair. Em primeiro lugar, veio minha saúde mental. Nunca mais tive problemas”, disse a ex-policial.

Fonte: Instagram

Rebeka começou a trabalhar na Polícia Militar de Pernambuco em 2018, após realizar o curso em setembro de 2017. O abandono da função veio já em 2019, ano passado. Só mesmo após ter lidado com tantos sentimentos relacionados a sua estadia na PM, Rebeka resolveu desabafar sobre as situações que ocorriam no órgão.

“Tem algumas mulheres lá que tem algumas regalias porque já se deitou com comandante, com subcomandante. Por isso tinham algumas regalias. Um tipo de prostituição muito barata”, lamentou dizendo que por não ter se curvado a tais comportamentos, pagou um preço caro.

A Polícia Militar de Pernambuco ainda não se posicionou sobre as declarações da ex-policial. Rebeka destacou ainda em suas colocações que espera que essa realidade mude, no sentido de que as mulheres falem mais sobre os abusos que sofrem.

Bruno Muniz 01 jun 2020 - 13:57m

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