Destaques Visão Econômica: Os efeitos econômicos do coronavírus no Brasil — Por Rômulo Renan

Visão Econômica: Os efeitos econômicos do coronavírus no Brasil — Por Rômulo Renan


No mundo globalizado em que vivemos, ou seja interligado, temos efeitos diretos e indiretos, imediato e mediato. Quando acontece o temor de uma pandemia imediatamente diminui o fluxo de pessoas, rapidamente impactando setores como o turismo, e posteriormente entra em processo de desaceleração da produção e comércio. A China é um dos principais compradores do Brasil, e grande fornecedora de bens e produtos do Brasil e do resto do mundo, sua desaceleração afeta muitos países e causa um efeito dominó na produção mundial.

Com o temor de um vírus alcançar outros países, a coisa se agrava mais ainda, pois acelera em muito o processo de retração, aliando a dados imprecisos que tentam diminuir a gravidade. Se só a China nos afeta, vários países que possam nos afetar, aumenta muito o processo de um efeito em cadeia. Quando o vírus é noticiado em nossa terra aí vemos piora, passamos de agente passivo para ativo, além de desperdiçar gastos com o combate à doença, nossa produção interna e mercado interno deve se retrair, gerando danos ainda mais incalculáveis.

O dólar não para de subir, devido a ser o porto seguro das moedas e base da monetização mundial, e a medida que o temor se agrava a tendência é que continue, que diga-se de passagem não beneficia nem os exportadores brasileiros. A Bolsa, caraterística de antecipação dos fatos e nervosismo, cai e deve ampliar suas percas com as noticias, de alastramento do vírus e consequentemente paralisação da produção.

O governo por outro lado não ajuda, seja por parte do presidente ou do seu principal ministro, entram em discussão desnecessária e medíocre. Embora cedo, mas dá para avaliar, o governo só responsabiliza os outros pela sua inércia e desenvolvimento pífio, não tem postura adequada diante de problemas estruturais e prioritários. A crise externa é algo exógeno e não há como controlar, mas crise interna política, principalmente neste período, não era nem pra se cogitar, ainda mais com interesses escusos.

Com essa atual crise mundial e desconfiança interna, o país caminha para mais um ano pífio, crescer a taxa de 1%, 2% não nos leva a lugar nenhum, a crise parece-me estar acedente ainda, daqui que ela estabilize e voltemos a produção normal, o ano não se recuperará mais, vamos sentir o peso da crise nos próximos meses ainda mais e ao final do ano devemos estar com resultados bem baixos à expectativa, muito cedo para afirmar números.   

Por Rômulo Renan

Bruno Muniz 29 fev 2020 - 12:19m

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