Destaques Na China, epicentro do Coronavírus, santa-cruzense fala sobre rotina e tranquiliza brasileiros

Na China, epicentro do Coronavírus, santa-cruzense fala sobre rotina e tranquiliza brasileiros


Atleta reconhece expansão do vírus, mas nega clima de pânico no país e afirma que mídia brasileira alarma o caso.

Foto: Divulgação

Atualmente morando em Guangzhou, na China, onde também trabalha com o esporte, a judoca Osinha Albuquerque, de Santa Cruz do Capibaribe, publicou em suas redes sociais um vídeo onde detalha como tem sido a sua rotina no país após o registro de mortes pelo Coronavírus.

Osinha reside em uma localidade que fica há quase mil quilômetros de distância de Wuhan, epicentro do vírus e onde foram registradas mais mortes. De carro, a distância de uma cidade a outra é equivalente a cerca de 10 horas de viagem.

“Senti a necessidade de fazer isso porque as pessoas estão me mandando muitas mensagens me perguntando como está a situação aqui na China”, iniciou a atleta.

Osinha reconhece que em muitas cidades da China existem infectados e que isso deixou o país em estado de alerta. A mesma ainda detalha que a chegada do Ano Novo Chinês, momento de comemorações em todo o país, contribuiu para a disseminação do Coronavírus.

“Todas as cidades da China tem pessoas infectadas porque a população é muito grande, muito aglomerada. Teve feriado agora recentemente do ano novo chinês e o pessoal viajou muito, isso fez com que aumentasse muito a questão do contágio”, explicou.

Apesar das preocupações que envolvem o vírus e a sua forma de contágio, a atleta de judô sustenta que muito do que sendo compartilhado nas redes sociais não corresponde a atual realidade do país e de seus habitantes.

“Esses vídeos que o pessoal está mandando aí nos WhatsApps, pessoas desmaiando, etc. Realmente, as pessoas desmaiaram por conta que estão sem oxigênio para respirar, mas esses vídeos foram gravados desde a outra semana. Aí o pessoal fica pensando que esses vídeos são de agora e que nós aqui não estamos conseguindo ver, ter acesso. As pessoas que morreram foram pessoas mais idosas, que estavam com a saúde mais debilitada, uma imunidade não mais tão boa como antes”, informou Osinha.

Ainda sobre o que circula na internet, Osinha afirma que acredita estar a mídia brasileira supervalorizando a expensão o caso, ou em suas palavras “com alarmismo”. Para a atleta de Santa Cruz do Capibaribe, o momento é sim de cautela, mas que a realidade em si é bem mais sóbria do que tem sido compartilhado nos últimos dias. Osinha também detalha que estilo de vida saudável também contribui para prevenção ao vírus e a outras infecções.

“Todo mundo está com medo de pegar o vírus, tá. Todo mundo está saindo com máscaras, evitando aglomerações de pessoas, se cuidando, se alimentando melhor. Mas principalmente a mídia está fazendo um alarde no Brasil, pelo que eu estou vendo pelas mensagens que estão me mandando, algumas pessoas aí estão com mais medo de pegar o vírus do que eu que estou aqui”, pontuou.

Bruno Muniz 30 jan 2020 - 19:02m

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