Destaques Diversidade Literária — Análise de “O 6exto Estágio” por Bruna Marques

Diversidade Literária — Análise de “O 6exto Estágio” por Bruna Marques


Título: O 6exto Estágio

Autor: Homero Meyer

Editora: Viseo

Edição: 2019

Gênero: Ficção 

Nota: 4,5

“Se você continuar questionando suas próprias respostas, nunca terá nada além de perguntas.”

Um ensaio de escolhas erradas que começa ao enfrentar a morte de um ente querido, depois de uma longa luta contra o câncer, e acaba por formar uma espiral decadente de perdas e desilusões que ultrapassa os cinco estágios do luto para formar algo completamente novo.

O Sexto Estágio é uma obra inspirada em pessoas e situações reais, moldada como terapia literária pelo autor, permitindo desbravar caminhos alternativos para sua própria experiência fúnebre. A escrita é clara e a leitura está sendo fluída, cada capitulo apresenta-se de forma intrigante gerando curiosidade ao desenrolar da historia.

Foto: Bruna Marques (Agreg Imagem)

A história é narrada por Heitor onde está a enfrentar o luto do pai, ele acaba por fazer uma série de escolhas equivocadas sobre várias áreas da vida e com pessoas distintas. Inicialmente senti dificuldade em construir uma ligação com o Heitor, confesso que a cada escolha errada ou pensamento equivocado sobre a situação em que se encontrava eu tinha vontade de discutir e discordava sempre do ponto de vista dele, porém, diante da situação em que se encontra a vida do Heitor passei a relevar algumas situações e tentar entender o seu ponto de vista.

A história traz os 5 estágios do luto segundo a psicologia, mas segundo o autor ele acredita em um sexto estágio do luto, daí temos a explicação do título da obra, No qual achei bem objetiva! Porém ao decorre da trama e sempre refletindo sobre as escolhas e atitudes do Heitor, me vi nele algumas vezes! Assim que vamos descobrindo os estágios do luto e as atitudes do protagonista se refletirmos e nos colocarmos no lugar dele fica difícil encontrar outras saídas e fica aquela pergunta, e agora? O que eu faria?

São raras as obras que nos levam a reflexão extrema de nos enxergar no personagem, e induzir a ter empatia por alguém que erra tanto e com tantas pessoas distintas que fazem parte do ciclo de convivência.

Foi construtiva a leitura, e bastante informativa, tanto nas temáticas psicológicas como gastronômica, visto que o Heitor possuía um restaurante e acaba por compartilhar algumas dicas de preparo de pratos.

CLASSIFICAÇÃO DA OBRA

Essa obra é classificada para maiores de 12 anos

INDICAÇÃO 

É indicado a todos os leitores assíduos ou não, a escrita do autor é direta e intensa, com intenção de levar o leitor a reflexão.

Por Bruna Marques

Bruno Muniz 06 jul 2019 - 20:26m

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